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Será que estamos nos matando de tanto trabalhar?

Giuliana Tranquilini

Setembro é o mês marcado pelo movimento ‘Setembro Amarelo’, que visa conscientizar sobre a importância da prevenção ao suicídio e promover a saúde mental. Nesse contexto, é válido sobre esta questão: “será que estamos nos matando de tanto trabalhar?”

A síndrome do esgotamento profissional, conhecida como burnout, ganhou tanto destaque com a pandemia que acabou classificada como doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022.

As empresas ainda carecem de soluções adequadas para o problema e mesmo as mais bem intencionadas, aquelas que oferecem ajuda psicológica e aulas de ioga, por exemplo, não conseguem evitar o adoecimento de seus funcionários.

Embora seja realmente impossível manter uma rotina saudável cumprindo horas excessivas de trabalho dentro de alguns ambientes tóxicos, existe uma saída: o autoconhecimento.

Passar por uma jornada de Marca Pessoal é fazer uma pausa para olhar profundamente dentro de si e se conectar com seu Propósito. Durante esse processo, você não apenas descobre novas habilidades, mas também aprimora suas competências já existentes.

Conhecer quem se é não é algo leviano, mero marketing pessoal, é uma atividade que tem um papel amplo na prevenção do Burnout e na melhora da saúde mental.

Entre fevereiro e abril de 2022, a McKinsey conduziu uma pesquisa global com quase 15 mil funcionários e mil tomadores de decisão de RH em 15 países. Em média, um em cada quatro funcionários entrevistados em vários grupos demográficos e em todo o mundo relatou apresentar sintomas de Burnout.

Entre as soluções encontradas pelos pesquisadores para reverter esse número, está justamente em atender os desejos dos funcionários de aprender, explorar, e crescer muito além da progressão na carreira tradicional.

Por isso eu bato tanto na tecla do desenvolvimento das soft skills.


Ao cuidar estrategicamente de sua Marca Pessoal, você se reconecta com sua essência, o que resulta em uma maior confiança e autoestima para enfrentar o mundo. Isso, por sua vez, reduz a incidência das doenças relacionadas ao estresse.

Para mim é gratificante ouvir meus clientes expressarem o sentimento de liberdade que experimentaram, muitas vezes sem o fardo de representar algo que não são ou nunca foram.

Ou seja, trabalhar a sua Marca Pessoal não é só sobre se destacar na multidão, mas é também sobre cuidar da sua saúde mental e emocional. Afinal, uma carreira satisfatória e uma vida plena não serão possíveis ao longo prazo se elas não forem construídas com base na autenticidade.

Giuliana Tranquilini é autora do Best Seller  “SUA MARCA PESSOAL”

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